Na quarta‑feira (14/10), o Senado Federal realizou a votação em primeiro turno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais e elimina a escala 6 × 1. Para ser aprovada, a PEC precisa de, no mínimo, 49 votos favoráveis, o equivalente a 3/5 dos senadores. De acordo com o Poder360, a proposta já conta com apoio suficiente para alcançar esse quórum no primeiro turno.
O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues, participou da discussão da medida, que tem sido vista como uma vitória potencial para a agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a 11 dias do segundo turno das eleições. Entretanto, o texto ainda pode enfrentar obstáculos, como a necessidade de eventual retorno à Câmara dos Deputados caso haja alterações de mérito, o que atrasaria sua promulgação.
A bancada do Partido Liberal (PL), principal força da oposição, liberou seus senadores para votar. O candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, decidiu apoiar a PEC como parte de sua estratégia de “jornada flexível”, que prevê negociação direta entre trabalhador e empregador. A aprovação dependerá ainda da presença dos senadores, já que ausências, abstenções ou licenças são contabilizadas como votos contrários.
A votação segue em andamento e, se aprovada no primeiro turno, avançará para a segunda fase, exigindo novamente o quórum qualificado para sua sanção.
