Segundo o Poder360, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil‑AP), incluiu na pauta da Casa Alta a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa extinguir a escala de trabalho 6 × 1, um dos compromissos de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o seu possível quarto mandato. A PEC será discutida em sessões plenárias nos dias 6, 7 e 8 de outubro, sempre às 14h, com a votação prevista para acontecer antes do segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro.
O regimento do Senado estabelece que uma PEC deve passar por cinco sessões de discussão antes de ser votada, mas o prazo pode ser reduzido caso haja acordo entre os senadores. Para ser aprovada, a proposta precisa de, no mínimo, 49 votos favoráveis em dois turnos de votação. Até o momento, a PEC já foi aprovada na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) por falta de quórum no plenário.
O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT‑AP), acusou a oposição de ter estimulado ausências no plenário para impedir a votação, apontando a articulação do senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) e do líder da oposição Rogério Marinho (PL‑RN) como decisiva. A proposta ficou cerca de três meses parada após tensões entre Lula e Alcolumbre, que foram mitigadas por intermediação dos ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin.
Em nota oficial, Alcolumbre ressaltou que o tema tem “ampla relevância para a sociedade brasileira” e será debatido com “responsabilidade, equilíbrio e respeito às diferentes perspectivas envolvidas”. Ele destacou ainda o compromisso do Senado com o diálogo e a busca de soluções que considerem trabalhadores, setor produtivo e desenvolvimento econômico e social.
O presidente Lula, em entrevista a influenciadores no final de setembro, reiterou que a redução da jornada de trabalho deveria ser aprovada ainda neste ano, reforçando a importância política da proposta para a sua campanha.
