No dia 15 de outubro de 2026, o Senado Federal aprovou definitivamente a proposta de emenda à Constituição (PEC) que elimina a escala 6x1, reduzindo a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garantindo dois dias de descanso remunerado e impedindo redução salarial. A medida, agora encaminhada ao Congresso Nacional para promulgação, foi celebrada por parlamentares aliados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que a apontam como um trunfo eleitoral na reta final da campanha.
O deputado Reginaldo Lopes (PT‑MG) ressaltou que o impacto da PEC dependerá da manutenção das mobilizações de rua: “Essa decisão é histórica, vira um trunfo importante para o Lula, mas terá um efeito significativo se essa bandeira for comemorada nas mobilizações de ruas”. O parlamentar afirmou ainda que a campanha em Minas Gerais está definindo metas para lideranças sociais capazes de reunir eleitores nas cidades.
O senador Flávio Bolsonaro (PL‑RS) votou a favor da medida de forma remota, alegando agenda de campanha em Porto Alegre. Segundo seus aliados, caso vença a eleição, Bolsonaro pretende adotar medidas para compensar as empresas pelos custos adicionais gerados pela nova jornada, sem revogar a PEC. O líder do PL no Senado, senador Carlos Portinho (RJ), confirmou que o fim da escala está decidido, mas que serão aprovadas medidas de compensação e flexibilização para alguns setores.
A aprovação da PEC ainda precisa ser promulgada antes do segundo turno, previsto para 25 de outubro de 2026. Enquanto isso, aliados de Lula acreditam que a medida pode fortalecer a candidatura se for incorporada às manifestações populares nas ruas.
