Na quarta‑feira (14/10/2026), o Senado aprovou a PEC 221/2019, que reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e estabelece dois dias de descanso remunerado por semana, encerrando a escala 6 × 1 e adotando o modelo 5 × 2. O texto, apresentado pelo senador Omar Aziz (PSD‑AM), mantém a versão aprovada pela Câmara em maio e prevê implementação gradual: 60 dias após a publicação a jornada cairá para 42 horas, e 14 meses depois o limite de 40 horas entrará em vigor.
A aprovação contou com 75 votos favoráveis e apenas um voto contrário, obtidos por meio de um requerimento de calendário especial articulado pelo líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT‑PE), que encurtou o trâmite previsto para a PEC. O acordo entre a bancada governista e a oposição permitiu que a proposta fosse votada nos dois turnos no mesmo dia, antes do segundo turno da eleição presidencial marcado para 25 de outubro.
A medida foi celebrada como vitória para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tem usado o fim da escala 6 × 1 como bandeira de campanha. Segundo o senador Randolfe Rodrigues (PT‑AP), a articulação entre Lula, o senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) e o líder da oposição Rogério Marinho (PL‑RN) foi decisiva para superar a tentativa da oposição de impedir a votação. A aproximação entre Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil‑AP), mediada pelos ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin, também foi citada como fator facilitador da aprovação.
