A proposta de emenda constitucional que põe fim à escala 6×1 será apreciada pelo plenário do Senado na quarta‑feira, 14 de outubro, em votação que deve ser marcada por intensas disputas entre a base governista e a oposição. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, indica apoio à tramitação célere, apontando que a aprovação pode ser usada pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições.
A bancada aliada ao governo tem como prioridade impedir alterações no texto da PEC e garantir a aprovação de um requerimento que rompe o interstício, permitindo que a medida seja analisada já no segundo turno. Por outro lado, parlamentares que defendem a candidatura de Flávio Bolsonaro buscam inserir mudanças e obstruir a aprovação, temendo que a medida favoreça o petista nas urnas.
Alcolumbre, que busca a recondução ao cargo de presidente do Senado em fevereiro, demonstra disposição para “fazer o jogo de Lula”, avançando o texto para que o governo possa utilizá‑lo como argumento político. A votação ainda não ocorreu, e o desenrolar da discussão será acompanhado pelos partidos e pela sociedade civil.
