Na noite de sábado (17/10/2026), o São Paulo Futebol Clube entrou em campo contra o Vasco vestindo camisa com a frase “proibir não é proteger”. A mensagem faz parte de uma campanha da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), que contestam a Medida Provisória das Bets (MP 1.394) que proibiu a operação das casas de apostas no Brasil.

A iniciativa do clube ocorre após a Superbet, patrocinadora máster do São Paulo, ter sido afetada pela proibição. As entidades que organizaram a campanha alegam que a restrição não elimina as apostas, mas empurra os usuários para plataformas clandestinas, aumentando os riscos para os consumidores.

Além do São Paulo, outros clubes já adotaram a mesma estratégia, como o Flamengo, que também utilizou a frase em camisa. A ANJL e o IBJR levaram a questão ao Supremo Tribunal Federal em 28 de setembro, pedindo a suspensão da MP até que o Congresso ou o plenário do STF analisem o texto. Diversas equipes – Ponte Preta, Guarani, Portuguesa, Vitória, entre outras – ingressaram em ações no STF a partir de 1º de outubro, alegando risco de paralisação do Campeonato Brasileiro e a necessidade de proteção do futebol como patrimônio cultural.

A campanha de protesto ainda conta com apoio de outras entidades, como a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão, que também ajuizou ação contra a MP, e clubes como Botafogo, Cruzeiro e Fluminense, que solicitaram ser ouvidos nos processos. Até o momento, não há decisão judicial que modifique a medida provisória.