O Santos Futebol Clube apresentará aos associados, em 8 de novembro de 2026, uma proposta de reforma estatutária que pode viabilizar a venda de até 80% da futura Sociedade Anônima do Futebol (SAF). A mudança é condição para avançar nas negociações com a SDC Sports, que estima um valor total de cerca de R$ 2 bilhões – R$ 1 bilhão destinados ao futebol e R$ 1 bilhão para a quitação de dívidas – e ficaria com a maior parte das ações, enquanto o clube manteria 20%.

A aprovação da operação dependerá não só da votação dos associados, mas também da validação pelo Conselho Deliberativo e pela Assembleia Geral de Associados, conforme comunicado oficial do clube. O acordo de exclusividade com a SDC Sports foi firmado em fevereiro, e um termo de condições não vinculante foi assinado em 7 de agosto, estabelecendo as bases da negociação após cinco meses de análise dos ativos, passivos e operações do Santos.

Além da alteração que permite a criação da SAF, a reforma estatutária prevê a extinção do Comitê de Gestão, órgão responsável pela administração executiva do clube, e propõe mudanças nos requisitos para disputar a presidência, reduzindo a exigência de tempo de associação de 10 anos para a necessidade de dois mandatos no Conselho. O debate tem sido acompanhado por protestos de torcedores nas reuniões do Conselho Deliberativo.

Caso aprovada, a nova estrutura societária abrirá caminho para a entrada de investidores e a conclusão da transação, que ainda está condicionada à conclusão satisfatória de uma due diligence pelas partes envolvidas. Após a votação sobre o estatuto, os sócios terão nova assembleia em dezembro para eleger o presidente que comandará o clube no mandato 2027‑2029.