Segundo o Poder360, a China mantém o mercado de apostas sob rígido controle estatal. Desde 1949, o Partido Comunista proibiu casas de apostas; apenas duas instituições estatais – a Loteria de Bem‑Estar Social e a Loteria Esportiva – são autorizadas a operar. Essas loterias destinam parte dos lucros a fundos sociais, inclusive para tratamento de ludopatia.
A Loteria de Bem‑Estar Social foi criada em 1987 pelo Conselho de Estado e funciona de forma semelhante à Mega‑Sena brasileira, vendendo bilhetes e raspadinhas. Em 1994, o governo lançou a Loteria Esportiva, ampliando as apostas para eventos esportivos, mas sem abrir o mercado a outras operadoras. O controle inclui limites de valor por bilhete (até 6.000 yuans), registro obrigatório para compras acima de 10.000 yuans em um dia e restrição ao número diário de bilhetes por ponto de venda.
Em 2020, a Administração Geral de Esportes atualizou as regras: a taxa de pagamento de prêmios foi reduzida de 71 % para 70 % e a parcela destinada a fundos de bem‑estar público aumentou de 20 % para 21 %. As apostas devem ser feitas presencialmente; o apostador pode usar QR‑code para registrar a aposta via celular, mas não há apostas online legais.
Essas informações foram extraídas de um artigo publicado em 28 de setembro de 2026 por Eric Napoli no Poder360, que também menciona a recente proibição de casas de apostas online no Brasil, mas o foco da matéria é o modelo chinês de controle estatal das apostas.
