O Partido Republicanos, liderado por Marcos Pereira, saiu das eleições de 2026 como a sigla que mais ampliou sua presença nos governos estaduais. A legenda garantiu a reeleição de Tarcísio de Freitas em São Paulo, a vitória de Cleitinho Azevedo em Minas Gerais e manteve o governador Otaviano Pivetta no Mato Grosso, o que representa o controle de três dos quatro estados do Sudeste.
Com esses três governos, o Republicanos passa a administrar cerca de um terço do eleitorado nacional, um salto de 46 % em relação ao número de eleitores sob sua jurisdição em 2022. A sigla ainda disputa o segundo turno no Acre e no Espírito Santo; a vitória no último poderia elevar sua presença a três dos quatro estados da região Sudeste.
No Congresso, a bancada do partido praticamente se manteve estável, com 41 deputados eleitos – apenas um a menos que os 42 que ocupava antes – enquanto outras siglas médias perderam cadeiras. No Senado, a legenda terá cinco senadores, um número que a coloca como aliada estratégica do PL na Casa. Marcos Pereira, presidente da sigla, anunciou apoio ao candidato à presidência Flávio Dino, reforçando a estratégia de posicionamento da direita no cenário político pós‑eleitoral.
A análise indica que o Republicanos, que tem origem na Igreja Universal do Reino de Deus e foi fundado em 2005 como Partido Municipalista Renovador, está se consolidando como peça central do campo de direita, preparando sua atuação a partir de 2027.
