Os relógios atômicos, reconhecidos pela alta precisão na marcação do tempo por meio da vibração de elétrons, vêm sendo desenvolvidos por empresas, institutos e universidades nos Estados Unidos com potencial para transformar o mapeamento de reservas de petróleo, gás e minerais. A tecnologia é apontada por especialistas ouvidos pelo portal Poder360 como uma ferramenta chave para testes sísmicos tridimensionais em alto-mar e detecção de depósitos subterrâneos.
Criados inicialmente na década de 1940 para navegação militar — e base para o surgimento do sistema GPS —, os equipamentos utilizam a tecnologia chamada de CSAS (Relógios Atômicos em Escala de Chip). Na exploração oceânica, centenas de sensores acústicos são depositados no assoalho marinho e integrados aos relógios atômicos para manter a sincronia em áreas profundas onde os sinais de rádio dos satélites não conseguem penetrar.
No Brasil, o uso da tecnologia já ocorre por meio da Shell para operações de posicionamento de embarcações, pesquisa e construção submarina. Procurada pelo Poder360, a Petrobras informou que ainda não utiliza esse tipo de equipamento em suas pesquisas.
