Uma pesquisa Datafolha encomendada pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, divulgada em outubro de 2025, apontou que 16% das crianças de até 6 anos já teriam sofrido racismo, segundo a percepção dos responsáveis, sendo 54% desses casos ocorridos em creches ou pré‑escolas. O texto do blog do Estadão Política, publicado em 15/10/2026, discute como a escola deve responder a esses episódios, destacando a necessidade de protocolos como o "Protocolo para Identificação e Resposta ao Racismo nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental" do MEC, que orienta o registro do incidente, o acolhimento da vítima e a condução pedagógica da criança agressora.
O autor ressalta que o racismo nas instituições de ensino vai além de conflitos pontuais, diferindo de bullying por carregar uma estrutura de hierarquização racial. A peça enfatiza que a solução não pode ficar apenas na responsabilização individual de professores ou famílias, mas requer formação continuada de educadores, inclusão obrigatória de conteúdos das Leis 10.639/2003 e 11.645/2008 no currículo e recursos adequados para que escolas possam atuar de forma preventiva e reparadora.
Embora o texto não cite casos concretos recentes, ele traz à tona a urgência de transformar as condições que permitem a ocorrência de racismo, propondo que a educação antirracista seja incorporada de forma transversal ao ensino, com referências que fortaleçam identidade e pertencimento de crianças negras, indígenas e quilombolas. A matéria conclui que nenhuma escola pode enfrentar o racismo sozinha, sendo imprescindível o apoio institucional e a definição clara de responsabilidades dentro das equipes pedagógicas.
