Segundo o Poder360, o Partido dos Trabalhadores (PT) concordou com as regras estabelecidas pela TV Globo para o debate presidencial que seria realizado em 1º de outubro de 2026, no Rio de Janeiro. O documento com as regras, que incluía a cláusula do “púlpito vazio” para candidatos ausentes, foi assinado pelos representantes das campanhas de Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante).

A cláusula questionada prevê que, caso um candidato convidado não compareça, seu lugar permanecerá vazio com uma placa identificando‑o, e que os demais participantes poderão dirigir perguntas ao ausente. Após a assinatura, o PT recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A ministra Estela Aranha concedeu liminar que suspendeu a aplicação da regra, argumentando que permitir perguntas a um candidato que não está presente poderia gerar desequilíbrio e violar a dinâmica dialética do debate.

Em paralelo, o Supremo Tribunal Federal (STF) também se manifestou. O ministro Gilmar Mendes atendeu a um pedido do deputado Paulinho da Força (Solidariedade‑SP) e determinou que a TV Globo incluísse no debate o candidato do partido Missão ao Planalto, Renan Santos. Ambas as decisões foram publicadas em documentos oficiais disponibilizados em PDF pelos tribunais.

A TV Globo, por sua vez, alegou que as intervenções do TSE e do STF criaram insegurança jurídica e caracterizaram interferência indevida, o que culminou no cancelamento do debate. Até o momento, não há informações sobre eventuais recursos ou novas negociações entre a emissora e os partidos envolvidos.