Segundo o Poder360, o Partido Social Democrático (PSD) comunicou neste domingo (4 de outubro de 2026) que seus diretórios, parlamentares, filiados e militantes poderão decidir livremente a quem apoiar no segundo turno da eleição presidencial. O anúncio foi feito por Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD e candidato a vice‑presidente na chapa de Ronaldo Caiado, que foi o candidato da sigla no primeiro turno e ficou em quinto lugar.
Kassab explicou que a medida também se aplica às disputas estaduais que terão segundo turno em 25 de outubro, reforçando a “diversidade das alianças nos Estados”. Ele ressaltou que, no primeiro turno, cada diretório estadual teve autonomia para definir seus apoios e que essa liberdade será mantida na fase seguinte. A decisão abre margem para negociações tanto com a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto com a de Flávio Bolsonaro (PL), sem que o partido imponha um voto coletivo.
O presidente do PSD ainda destacou os resultados eleitorais da sigla no primeiro turno: 44 deputados federais, 2 senadores, 103 deputados estaduais, 4 governadores, cerca de 1.350 prefeitos e 7.000 vereadores eleitos. Comentou ainda que, ao avaliar a corrida presidencial, criticou os “extremismos” que, segundo ele, têm prejudicado o debate sobre desenvolvimento e afirmou que o partido buscará evitar “mais quatro anos de brigas pouco produtivas”, defendendo uma agenda de desenvolvimento independentemente do vencedor.
A medida do PSD permite que seus integrantes negociem apoio com as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro, mas não determina como votarão os eleitores que escolheram o ex‑governador Ronaldo Caiado, que recebeu 2.605.056 votos no primeiro turno.
