Na tarde de sexta‑feira (16/10/2026), promotores do Gaeco (Grupo de Combate ao Crime Organizado) e delegados da Corregedoria‑Geral da Polícia Civil efetuaram uma operação na Cadeia Pública de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, onde o ex‑vereador Milton Leite (União Brasil) está detido há quase um mês sob suspeita de ligação com esquema do PCC no transporte público da capital. A ação, determinada pelo juiz Domício Whately Pacheco da Vara Regional das Garantias de Guarulhos, incluiu a apreensão do celular de um carcereiro e a expedição de três mandados de busca e apreensão que abrangeram o endereço residencial do funcionário, o 1º Distrito Policial e a própria prisão.
Segundo a promotoria, foram constatados “fluxos incessantes” de visitas de deputados, prefeitos e outros políticos, muitas vezes à noite e sem vínculo familiar, além de regalias como um almoço especial regado a vinho – situações incompatíveis com as condições de custódia de um detento. O relatório preliminar indica que tais fatos podem configurar crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e prevaricação. A investigação, iniciada a partir de denúncia anônima enviada ao Gaeco, já instaurou um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) e tem como alvo principal Milton Leite, que também foi interrogado no inquérito que o investiga por suposto elo com o PCC.
A defesa do ex‑vereador foi solicitada pelo Estadão para se manifestar sobre as acusações, e o caso segue sob acompanhamento das autoridades. Até o momento, a informação sobre as regalias e o suposto tratamento privilegiado foi apurada por uma única fonte jornalística, o que requer cautela nas conclusões.
Fonte: Estadão Política – https://www.estadao.com.br/politica/blog-do-fausto-macedo/promotores-e-corregedoria-fazem-blitz-na-cadeia-de-mogi-e-apontam-regalias-a-milton-leite/
