A medida que proibiu a publicidade de casas de apostas de quota fixa no Brasil deixou, no domingo (18/10), sete dos 14 clubes da Série A sem patrocinador máster nas camisas. Flamengo e Fluminense protestaram contra a proibição nas duas últimas rodadas, enquanto Bahia, Cruzeiro, Grêmio, Vitória, Palmeiras, Chapecoense e Atlético‑MG também disputaram partidas sem uma marca nessa posição.

A mudança ocorre enquanto clubes e representantes do setor de apostas pressionam o Supremo Tribunal Federal para suspender a medida provisória. O ministro Luiz Fux, relator das ações, deve analisar o caso apenas após o segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro.

Alguns clubes já encontraram alternativas: o Corinthians substituiu a antiga patrocinadora por Shopee; Fluminense e São Paulo trocaram a Superbet pela Superscore; Botafogo passou a exibir o programa de sócio‑torcedor Camisa 7; Vasco promoveu o Sócio Gigante; Santos adotou o Instituto Leão do Mar e, a partir de agora, a Agibank ocupará o espaço de patrocinador máster até o fim da temporada.

A Advocacia‑Geral da União defende a manutenção da proibição e solicitou que o STF ouça a Procuradoria‑Geral da República e avalie a realização de audiência pública antes de decidir. Organizações contrárias à medida questionam sua constitucionalidade, indicando que a decisão do STF e eventual análise pelo Congresso podem mudar o cenário para clubes e patrocinadores esportivos.