Os autos do caso Master permanecem sem avanço judicial desde que o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), centralizou os processos em seu gabinete em 12 de setembro de 2026. Embora o ministro André Mendonça continue formalmente como relator, os documentos foram encaminhados à Presidência da Corte, que os enviou à Procuradoria‑Geral da República (PGR) e aguarda manifestação da PGR para deliberação, segundo nota da presidência do STF citada pela Gazeta do Povo.
A Gazeta do Povo informou que, com a centralização, pedidos de prisão domiciliar, solicitações de exames e outras medidas urgentes de investigados foram reunidos e permanecem pendentes, sem definição judicial. Fontes ligadas às apurações alertam que, há mais de 30 dias, praticamente todos os procedimentos estão estagnados, exceto a coleta de alguns depoimentos.
O impasse ocorre em um momento crítico para a investigação, que envolve suspeitas de fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e possíveis conexões entre o ex‑controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e autoridades dos Três Poderes. A proximidade do segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro de 2026, aumenta o impacto político do caso.
Advogados de Daniel Vorcaro e de outros investigados recorreram ao STF para tentar destravar a análise dos recursos, mas as defesas alegam que a ausência de decisões prolonga a incerteza sobre a situação dos investigados e que já ultrapassaram os prazos das prisões preventivas sem que haja denúncia formal. O gabinete de Mendonça afirma que aguarda a devolução dos processos pela Presidência para retomar a análise, enquanto se espera que o caso seja redistribuído a outro relator em novembro.
