No primeiro turno das eleições gerais de 2026, realizado em 4 de outubro, o Congresso Nacional registrou o maior contingente de mulheres já eleito na história da democracia brasileira, com 109 deputadas federais e 12 senadoras. O levantamento, divulgado pelo Congresso em Foco em 16 de outubro, destaca que, além das eleitas, inúmeras candidatas mantiveram forte presença nas urnas, construindo vínculos de confiança com milhões de eleitores que podem se refletir no segundo turno da disputa presidencial.
Entre as lideranças femininas que se destacaram, estão as parlamentares Simone Tebet, Marina Silva, Erika Hilton, Sâmia Bomfim e Tabata Amaral, todas com atuação relevante em São Paulo; a deputada Ana Elisa, que recebeu mais de 524 mil votos em Minas Gerais, a senadora Manuela Dávila, que ficou fora do Senado; e as representantes do Rio de Janeiro Anielle Franco, Talíria Petrone, Jandira Feghali, Nísia Trindade, Tainá de Paula, Martha Rocha e Tatiana Roque, que trazem experiência nos campos da saúde, ciência e movimentos sociais.
O texto aponta que o desafio agora é transformar esse reconhecimento eleitoral em participação efetiva nas decisões públicas, sobretudo no segundo turno, quando as lideranças femininas poderão mobilizar eleitores, esclarecer dúvidas e influenciar o debate político. A autora alerta que a visibilidade nas redes sociais não garante a conversão em apoio decisório e enfatiza a necessidade de integrar essas mulheres aos processos de formulação e implementação de políticas, indo além da simples distribuição de cargos.
Ao analisar o contexto econômico, a matéria ressalta que o crescimento do emprego e da renda não se traduz automaticamente em melhoria das condições de vida das mulheres, que ainda enfrentam a conciliação entre trabalho remunerado, tarefas domésticas e cuidados familiares. Por isso, a presença feminina no Congresso deve ser acompanhada de mecanismos que garantam a efetiva participação nas decisões de governo, contribuindo para políticas mais inclusivas e representativas.
