Na manhã de 15 de outubro de 2026, Hugo Motta (Republicanos‑PB), presidente da Câmara dos Deputados, e Davi Alcolumbre (União‑AP), presidente do Senado, aprovaram a toque de caixa duas proposições importantes para o governo Lula: o fim da escala de trabalho 6×1 e o pacote eleitoral que perdoa dívidas e amplia o teto de faturamento do MEI. A aprovação simultânea das duas matérias foi apresentada pelos dirigentes como demonstração de força do bloco centrista, que pretende manter relevância no Parlamento independentemente de quem vença a eleição presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro.
Os presidentes ressaltaram que, embora o Partido Liberal tenha avançado nas duas casas e o número de legendas do centrão tenha diminuído, ainda possuem capacidade de aglutinar apoios e de definir a pauta legislativa. Essa estratégia visa preservar o poder de barganha dos parlamentares e evitar que o Executivo domine excessivamente o processo legislativo.
Alcolumbre, ainda, tentou incluir a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública na ordem do dia em 15 de outubro, mas retirou a matéria minutos antes da votação, alegando falta de consenso entre os pares. A retirada foi interpretada como mais um gesto que favoreceu o governo Lula.
Ambos os presidentes estão em campanha para a reeleição ao comando da Câmara e do Senado e utilizaram a aprovação das medidas como forma de consolidar apoio para a próxima legislatura, que tem início em fevereiro de 2027.
