A Constituição Federal confere ao presidente da República a competência de manter relações com Estados estrangeiros e de credenciar seus representantes diplomáticos. Essa atribuição coloca o chefe do Executivo como figura central na definição das diretrizes da política externa, especialmente durante campanhas eleitorais, quando o candidato destaca seu papel como representante do país no exterior.
O Ministério das Relações Exteriores, popularmente conhecido como Itamaraty, é o órgão responsável por executar essas diretrizes, preparar negociações e representar o Brasil por meio de sua rede de embaixadas e consulados. O ministro das Relações Exteriores, nomeado pelo presidente, pode ser substituído a qualquer momento, como ocorre com os demais ministros de Estado, o que reforça a dependência do Itamaraty das decisões do chefe do Executivo.
Durante a campanha eleitoral de 2026, Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que, caso fosse eleito, seu irmão Eduardo Bolsonaro não ocuparia o cargo de chanceler. Já o candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), defende maior protagonismo do Brasil em fóruns internacionais como G20, BRICS e nas negociações climáticas, indicando que pretende ampliar a influência diplomática do país.
Além do Executivo, o Congresso Nacional tem papel relevante na política externa, pois tratados e compromissos internacionais podem depender de sua aprovação. Dessa forma, a definição da política externa do Brasil resulta de uma interação entre o presidente, o Itamaraty e o Legislativo, cada um com atribuições específicas previstas na Constituição.
