O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, solicitou nesta sexta‑feira (23/10) que as plataformas de tecnologia aumentem suas equipes de funcionários durante o fim de semana, a fim de garantir a aplicação do plano de conformidade eleitoral nas redes sociais. Em nota à Gazeta do Povo, o TSE informou que Nunes Marques se reuniu com representantes da Meta, X, Google, TikTok e Kwai para alinhar providências que assegurem atuação isonômica das plataformas na reta final da disputa.

No mesmo comunicado, o tribunal refutou rumores de que teria ordenado a suspensão de canais de conteúdo político‑eleitoral nas redes, como o grupo “Exército do Lula” no WhatsApp, que reúne mais de 9 milhões de participantes. O TSE afirmou que não determinou a retirada de nenhum canal e que decisões sobre suspensão devem passar pelo plenário da Corte.

Pouco depois da reunião, o ministro Floriano de Azevedo Marques concedeu à campanha de Lula uma decisão que impede Nunes Marques de emitir ordem individual de bloqueio do canal “Exército do Lula”, condicionando qualquer medida a análise colegiada. Em entrevista ao jornal O Globo, Nunes Marques declarou que as regras para canais políticos no WhatsApp podem ser revistas, mas negou qualquer censura ao canal de apoio ao presidente.

A situação ocorre a poucos dias do segundo turno da eleição presidencial, marcado para o domingo (25/10), quando o TSE intensifica a fiscalização das plataformas digitais para evitar irregularidades na propaganda eleitoral.