Hugo Motta (Republicanos‑PB) optou por não avançar com projetos legislativos que possam favorecer Luiz Inácio Lula da Silva ou Flávio Bolsonaro nas vésperas do segundo turno da corrida presidencial, estratégia que atraiu atenção tanto da base quanto da oposição. A decisão, divulgada em 14 de outubro de 2026, tem como objetivo ampliar as chances de Motta ser reconduzido à presidência da Câmara dos Deputados, evitando que medidas controversas influenciem a disputa pelo Palácio do Planalto.

Segundo aliados do presidente da Casa, a postura de Motta visa impedir que iniciativas legislativas beneficiem qualquer candidato, apesar de seu apoio ao petista no primeiro turno e ao filho de Jair Bolsonaro nos últimos dias, após o Republicanos anunciar esse apoio. Motta já assegurou o apoio do PSD para a reeleição à presidência da Câmara e pretende concentrar esforços em legendas de centro, buscando isolar o PL e reduzir a dependência do partido de Flávio Bolsonaro na disputa pela Mesa Diretora.

A estratégia lembraria a condução de Arthur Lira, antecessor de Motta, que em 2023 foi reeleito com apoio de partidos da esquerda e da direita, do PT ao PL. Motta começou a articular alianças para sua reeleição, priorizando um posicionamento que não coloque em votação medidas que possam favorecer candidatos ao Planalto, na tentativa de reproduzir o modelo de consenso que garantiu a Lira a reeleição.

Fonte: Veja. https://veja.abril.com.br/politica/a-postura-de-motta-que-chamou-a-atencao-de-base-e-oposicao-as-vesperas-do-segundo-turno/