O prefeito de Barra do Corda (Maranhão), Rigo Alberto Teles de Sousa, determinou o afastamento do secretário municipal de Segurança Pública, Antonio James Mota da Silva, até o fim das eleições, conforme portaria publicada na rede social da prefeitura na quinta‑feira (22/10). A medida foi motivada por declarações do secretário que sugeriam prisão e perseguição de eleitores e apoiadores do PT, feitas em áudio compartilhado em grupo fechado de policiais militares no WhatsApp.
James Mota, sargento da Polícia Militar do Maranhão cedido à prefeitura, reconheceu a autoria dos áudios e os classificou como “brincadeiras, comentários e provocações de cunho político”, admitindo o uso de termos como “ladrões”. Em nota à imprensa maranhense, o ex‑secretário confirmou a veracidade dos trechos, mas alegou que foram feitos no contexto de debates internos.
O governador reeleito do Maranhão, Carlos Brandão (MDB), também determinou o afastamento do militar e ordenou a abertura de investigação sobre as declarações. Na sexta‑feira (23/10), a Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PCdoB e PV, protocolou notícia‑crime eleitoral na Procuradoria Regional Eleitoral, pedindo perícia dos áudios, oitiva do secretário e medidas preventivas antes do segundo turno das eleições, marcado para domingo (25/10). O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão comunicou o caso à Polícia Federal para investigação.
A prefeitura informou que, durante o período de afastamento, adotará as providências necessárias à continuidade dos serviços e ao regular funcionamento da Secretaria Municipal de Segurança.
