Segundo o Congresso em Foco, nas eleições de 2026 o eleitor brasileiro terá direito a dois votos para o Senado, mas cada voto deve ser destinado a candidatos diferentes. Isso ocorre porque o modelo de renovação do Senado é alternado: a cada quatro anos um terço das 81 cadeiras (27 senadores) é renovado, e na eleição seguinte dois terços (54 senadores) são escolhidos. Assim, nesta votação serão eleitos 54 senadores, dois por Estado e pelo Distrito Federal.

O levantamento do Congresso em Foco, com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), indica que o aproveitamento dos dois votos tem diminuído nas últimas três eleições em que duas vagas estavam em disputa: de 81,1% em 2002 para 77,9% em 2010 e 73,1% em 2018. Em 2022, quando apenas uma vaga estava em jogo, o percentual de votos brancos e nulos foi 18,7%, quase o dobro da taxa de 10,5% registrada para a Câmara dos Deputados.

A Constituição de 1988 manteve o formato atual, herdado da Constituição de 1946, que estabelece mandatos de oito anos para os senadores e renovação parcial a cada quatro anos. Essa regra visa evitar a substituição total do Senado em um único pleito, garantindo continuidade institucional. O processo de votação na urna eletrônica apresenta o cargo de senador duas vezes, exigindo que o eleitor confirme a primeira escolha e, em seguida, selecione um segundo candidato distinto; repetir o número do primeiro candidato anula o segundo voto.

Para a eleição de 2026, o TSE registrou 319 candidatos disputando as 54 vagas, média de quase seis candidatos por cadeira. Dos atuais ocupantes das vagas em disputa, 32 buscam a reeleição, enquanto 22 não concorrem, o que assegura a entrada de novos senadores em pelo menos 22 cadeiras.