Segundo o Poder360, a eleição presidencial de 4 de outubro de 2026 será um momento de escolha de presidente, vice‑presidente, governadores, senadores e deputados, mas o simples fato de vencer nas urnas não garante mudanças duradouras. O texto destaca que a esperança de que o próximo governo melhore a economia, combata a corrupção e melhore os serviços públicos costuma recair exclusivamente sobre o presidente, embora muitas questões dependam do Congresso, da Justiça e da própria estrutura estatal.

O artigo aponta que, no Brasil, um dos maiores desafios é equilibrar contas públicas saudáveis com as demandas de uma sociedade altamente desigual. Relatórios do Tesouro Nacional, citados na matéria, revelam o nível da dívida pública e a forma como ela é financiada, enquanto o FMI alerta que juros elevados e rigidez de gastos limitam investimentos essenciais. A análise menciona ainda que cortar gastos em áreas como educação pode aliviar o orçamento a curto prazo, mas compromete o crescimento futuro.

Além das questões fiscais, a matéria ressalta a importância de melhorar a qualidade institucional, citando estudos de Rodrik, Subramanian e Trebbi sobre como regras econômicas eficazes influenciam a prosperidade. Também são mencionados relatórios da OCDE que apontam para a necessidade de investimentos em infraestrutura, qualificação profissional e condições favoráveis à produção empresarial.

Por fim, o texto aborda o impacto da corrupção, que desvia recursos e mina a confiança nas instituições. Obras superfaturadas e favorecimentos “a dedo” são citados como exemplos de como recursos poderiam ser melhor empregados em áreas como educação e saúde. O autor conclui que, para que as eleições gerem mudanças efetivas, é preciso construir acordos políticos, acompanhar a implementação das políticas e preservar aquelas que demonstram resultados positivos.