No sábado (17/10), a coluna de opinião de Fernando Schüler no Estadão Política analisou o conjunto de promessas fiscais anunciadas pelo governo Lula durante a campanha eleitoral, destacando medidas como o Pix de R$ 5 mil a fundo perdido, combustível mais barato por um mês, perdão da dívida do MEI, o “Pé‑de‑Meia universitário”, ônibus gratuitos nos fins de semana e a solução da dívida do Corinthians com a Caixa, estimada em mais de R$ 600 milhões. Segundo a Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado, o somatório desses benefícios chega a quase R$ 300 bilhões.

Schüler aponta que a Lei das Eleições proíbe a distribuição gratuita de bens ou valores em ano eleitoral, mas argumenta que o governo tem encontrado “ajustes” para contornar a restrição, gerando um ciclo de troca intertemporal negativa que sacrifica o futuro em favor de gratificações de curto prazo. O autor critica a fragilidade institucional que permite tais manobras e lembra que, em outras ocasiões, o país conseguiu avançar em reformas estruturais, como a da Previdência, o marco do saneamento e a autonomia do Banco Central.

O texto não traz declarações oficiais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nem respostas de representantes do governo sobre as acusações de populismo fiscal. O autor conclui que, apesar da aprovação popular de medidas como o Pix gratuito, o país precisa de decisões difíceis e sustentáveis para garantir crescimento a longo prazo.