O Partido Liberal (PL) disponibilizou, desde o primeiro turno, um portal chamado “Fiscais do PL” para que apoiadores se cadastrem como fiscais de urna no segundo turno, marcado para 25 de outubro. O site apresenta a função do fiscal, permite o registro dos interessados e, após aprovação, gera um crachá personalizado para ser apresentado na zona eleitoral no dia da votação.
A cartilha do Partido dos Trabalhadores (PT) também orienta eleitores a atuarem como fiscais no segundo turno, porém não oferece um formulário de inscrição; o partido apenas disponibiliza um documento em PDF com as diretrizes para a atuação, sem detalhar o processo de cadastro.
Segundo a Justiça Eleitoral, as atribuições dos fiscais incluem conferir a zerésima, acompanhar a identificação dos eleitores, registrar eventuais irregularidades e observar a emissão do Boletim de Urna ao final da votação. Eles não podem interferir na escolha dos eleitores, orientar o voto ou fazer propaganda partidária dentro da seção. Cada partido pode nomear até dois fiscais por mesa, com revezamento permitido, e os fiscais devem portar crachá com identificação do partido ou coligação.
O convite do PL foi reforçado por canais como o grupo de WhatsApp “Tropa do Flávio”, administrado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), e por publicações nas redes sociais do senador Flávio Bolsonaro, que pediu apoio para a vigilância nas urnas. O PT, por sua vez, divulgou mensagens em diretórios estaduais, como nos estados do Ceará e Mato Grosso do Sul, incentivando a participação de seus eleitores como fiscais.
