O Partido Liberal (PL) passou a adotar estado de alerta após identificar sinais de avanço da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas semanas que se seguiram ao 1º turno, quando o petista ficou atrás nas pesquisas. Aliados de Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) reconheceram internamente que o candidato presidencial ganhou força nos cenários testados, sobretudo após atos de rua e medidas anunciadas pelo governo nos últimos dias.
Desde a sexta‑feira (9 out), apoiadores de Lula realizaram caminhadas e mutirões em pelo menos 37 cidades, e na terça‑feira (13 out) ocorreram manifestações em São Paulo, Brasília e outras capitais. Novas mobilizações foram convocadas para o domingo (18 out), a uma semana do 2º turno marcado para 25 out.
Em resposta, Flávio Bolsonaro pretende intensificar a presença nas ruas, percorrendo diferentes estados até o 2º turno e evitando retornar a Brasília antes da votação. A agenda prevista inclui visitas a Porto Alegre (14 out), Minas Gerais com Nikolas Ferreira (15 out), Rio de Janeiro para sabatina da TV Globo (16 out), Espírito Santo e Bahia (17 out) e São Paulo para ato na Avenida Paulista e debate da Band (18 out). O senador Rogério Marinho, coordenador geral da campanha de Flávio, solicitou que deputados e senadores eleitos mantenham gabinetes de campanha ativos e voltem às ruas para pedir votos, buscando conter o clima de vitória antecipada que se espalhou entre parte da base do PL.
A estratégia do PL indica que, embora a campanha de Lula esteja ganhando impulso, a oposição ainda vê necessidade de mobilizar seus apoiadores até a data da segunda votação, reforçando a disputa em todo o país.
