Segundo o Ministério da Justiça, as transações realizadas via Pix no Brasil registraram queda de cerca de 10% entre sábado (26 de setembro de 2026) e segunda‑feira (28 de setembro de 2026). O dado foi divulgado pelo secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, durante coletiva de imprensa em Brasília.

O recuo foi atribuído à Medida Provisória 1.394/2026, editada na sexta‑feira (25 de setembro), que proíbe as apostas esportivas (bets) e altera a estratégia do Executivo, que passa a focar na "asfixia financeira" dos grupos criminosos, bloqueando repasses por meio de instituições bancárias. O secretário de Segurança Pública afirmou que a redução "muito provavelmente" decorre da diminuição das operações de jogo, embora reconheça que a relação ainda precisa ser aprofundada.

O governo ainda não detalhou se a queda refere‑se ao número de transações ou ao volume financeiro movimentado. Não foram apresentados estudos ou comparações de períodos específicos, nem foram divulgados os dados do Banco Central que fundamentam a estimativa. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, declarou que a diminuição observada demonstra a eficácia imediata das medidas de contenção adotadas.

A força‑tarefa do governo, coordenada pela Secretaria de Prêmios e Apostas da Fazenda, tem intensificado o bloqueio de sites e contas vinculadas a apostas ilegais. Desde 10 de setembro, foram identificadas 63 pessoas jurídicas que recebiam recursos de sites proibidos, e, a partir de 27 de setembro, a força‑tarefa solicitou à Anatel o bloqueio de 5.209 sites. O subsecretário Carlos Renato Xavier de Resende ressaltou que o bloqueio de domínios não é suficiente, pois novos sites continuam a ser criados, e que a cooperação com o sistema financeiro é essencial para interromper o fluxo de recursos.

Ainda não está claro como a queda no uso do Pix afetará o volume total de pagamentos digitais no país, nem quais serão os próximos passos do governo para monitorar e validar o impacto da medida provisória a longo prazo.