Em 13 de outubro de 2026, a Procuradoria‑Geral da República (PGR) enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um parecer contestando o afastamento do diretor‑geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, que havia sido afastado em 8 de setembro pelo ministro André Mendonça. O documento, assinado pelo procurador‑geral Paulo Gonet, pelo vice‑PGR Hildebrando Chateaubriand e pelos subprocuradores‑gerais Antônio Teixeira e André Ramos, afirma que não há elementos que justifiquem a medida, citando a necessidade de evidências de participação em atos ilícitos e a falta de especificação de comportamentos suspeitos.

O parecer destaca que a decisão monocrática de Mendonça, que alegou monitoramento ilícito e produção de relatórios de inteligência apócrifos, foi tomada sem pré‑parecer da PGR. Em 9 de setembro, o ministro Flávio Dino revertia o afastamento, alegando riscos às investigações em curso. Pouco depois, o presidente do STF, Edson Fachin, anulou tanto o afastamento quanto a reintegração, alegando a necessidade de restabelecer a ordem pública.

A PGR ressalta que o afastamento de Rodrigues e do diretor de Inteligência, Leandro Almada, pode ter efeitos amplos, representando um risco à ordem pública. O parecer foi publicado pela Agência Brasil em 14 de outubro de 2026 e adaptado pelo Poder360.

Fonte: Agência Brasil (14/10/2026). Link: https://www.poder360.com.br/poder-justica/pgr-se-manifesta-contra-o-afastamento-de-andrei-rodrigues/