A Procuradoria‑Geral da República (PGR) apresentou, em parecer ao Supremo Tribunal Federal, argumentos contra o afastamento do diretor‑geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa, decisão tomada pelo ministro André Mendonça em 8 de setembro. O documento, assinado pelo procurador‑geral Paulo Gonet e divulgado nesta terça‑feira (13/10), afirma que não há indícios concretos de irregularidades praticadas pelos dirigentes nem justificativa para retirá‑los dos cargos, bem como nega a existência de provas de suposto monitoramento de ministros do STF.
Segundo a PGR, os relatórios que motivaram a medida de Mendonça continham apenas análises internas sobre investigações e decisões judiciais, sem evidências de vigilância pessoal, interceptação de comunicações ou acesso a dados privados. O parecer ressalta que Andrei Rodrigues e Leandro Almada da Costa não aparecem como autores dos documentos nem como responsáveis por sua elaboração, e que a responsabilidade pela condução geral da corporação não basta para fundamentar um afastamento.
O ministro Flávio Dino, no dia seguinte ao afastamento, ordenou o retorno de Andrei ao cargo, mas o presidente do STF, Edson Fachin, suspendeu ambas as decisões e manteve o diretor‑geral à frente da PF até que o plenário decida. A PGR também questiona a legitimidade do Partido Novo para solicitar o afastamento e pede que o plenário do STF confirme a suspensão da ordem de Mendonça, encerrando o julgamento iniciado na Segunda Turma.
A manifestação da PGR não impede a continuação de eventuais investigações, mas sustenta que, até o momento, os elementos apresentados não justificam a remoção dos dirigentes da Polícia Federal. Fonte: Congresso em Foco (https://www.congressoemfoco.com.br/noticia/123228/pgr-aponta-falta-de-provas-e-defende-permanencia-de-andrei-na-pf).
