A proposta de emenda à Constituição que reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais e elimina a escala 6 × 1 conta com apoio suficiente para ser aprovada no primeiro turno da votação no Senado nesta quarta‑feira (14/10/2026). O Regimento Interno exige ⅗ dos senadores – ao menos 49 votos – para que a PEC seja aprovada, e o Poder360 já recebeu declarações favoráveis de 49 senadores, além de quatro que haviam se manifestado anteriormente a favor.

Entre os senadores que confirmaram voto favorável estão Flávio Nantes Bolsonaro (PL‑RJ) e Izalci Lucas de Oliveira (PL‑DF), que citaram a importância de atender à demanda dos trabalhadores. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil‑AP), programou a primeira votação para a mesma data, 14 de outubro, e há articulação para que, caso seja aprovado um calendário especial, o segundo turno também ocorra no mesmo dia, dispensando as sessões de intervalo previstas pelo Regimento.

A pesquisa do Poder360 indica que três senadores ainda não se pronunciaram – Sergio Moro (PL‑PR), Ivete da Silveira (MDB‑SC) e Efraim Filho (PL‑PB) – enquanto outros quatro senadores (Jorge Kajuru, Fernando Dueire, Irajá e Zequinha Marinho) já haviam declarado apoio anteriormente, mas não responderam ao contato recente. Caso haja ausências ou abstenções, esses votos contarão como contrários ao cálculo da maioria qualificada.

A aprovação da PEC ainda depende da segunda votação, que exigirá novamente o apoio de pelo menos 49 senadores. Se houver mudanças de mérito, o texto terá de retornar à Câmara dos Deputados, adiando a promulgação. O Poder360 continuará acompanhando o desenrolar da votação e as possíveis negociações sobre o calendário especial.