Parar de fumar está associado a um risco 16% menor de desenvolver demência, de acordo com uma pesquisa que acompanhou mais de 32 mil adultos nos Estados Unidos por até 25 anos. O levantamento também apontou que a interrupção do tabagismo contribui para um declínio cognitivo mais lento ao longo dos anos.

Os resultados indicam que o risco diminui progressivamente com o tempo de abstinência, aproximando-se do patamar de quem nunca fumou após cerca de sete anos sem o cigarro. No entanto, os pesquisadores observaram que os benefícios cognitivos foram mais expressivos entre os ex-fumantes que ganharam pouco ou nenhum peso após abandonar o hábito.

A neurologista Jerusa Smid, do Einstein Hospital Israelita, explicou que o tabagismo eleva o risco de Alzheimer e demência vascular devido a danos e disfunções vasculares provocados pelo cigarro. Por se tratar de um estudo observacional, os autores ressaltam que não é possível estabelecer uma relação direta de causa e efeito, conforme detalhou a publicação original do Poder360.