O empresário Pablo Marçal afirmou, em entrevista à BNTV Brasil no domingo (04/10), que aceitaria assumir uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) caso seja indicado por um eventual governo ligado a Flávio Bolsonaro. A declaração foi alvo de análise crítica em artigo do colunista Jesualdo Júnior, publicado pela Jovem Pan.

Durante a transmissão, Marçal declarou que estaria disposto a exercer diferentes funções e justificou sua suposta aptidão para a mais alta Corte do país mencionando sua formação acadêmica. "O que o Flávio falar, eu estou na guerra. Se o Flávio quiser me pôr de ministro do STF, eu também tenho o meu diploma de Direito, eu vou tocar o terror lá no STF", afirmou.

A avaliação publicada pela Jovem Pan aponta que a declaração toca em um ponto sensível da arquitetura constitucional brasileira, lembrando que a ocupação de uma cadeira no STF exige requisitos formais e constitucionais rigorosos previstos no artigo 101 da Constituição Federal, indo muito além da mera apresentação de um diploma universitário.