A proposta de Emenda Constitucional que elimina a jornada de trabalho de seis para cinco dias (escala 6×1) foi aprovada pelo Senado na quarta‑feira (14/10), com 75 votos a favor e apenas um voto contrário – o do senador Hamilton Mourão (Republicanos‑RS). O texto ainda precisa ser promulgado pelo Congresso Nacional para entrar em vigor.
Desde que a PEC chegou ao Senado, no final de maio de 2026, a bancada de oposição exigia um debate mais aprofundado. Contudo, nenhum senador da oposição se manifestou nas quatro primeiras sessões de discussão, participando apenas da última, quando o líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), discursou defendendo a inclusão da proposta do senador Rogério Marinho (PL‑RN) e a realização de audiências públicas com setores da economia.
Na sessão final, quatro senadores do PL e três do Republicanos subiram ao tribuno, enquanto o senador Oriovisto Guimarães (PSDB) fez ressalvas ao período de transição de 14 meses previsto na PEC. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, anunciou o resultado da votação, que cumpre a exigência de três quintos dos votos favoráveis em ambas as votações previstas pelo regimento interno.
A oposição – representada pelos partidos PL, PP, Republicanos, Novo e Avante – permanece contrária ao fim da escala 6×1, defendendo uma alternativa de pagamento por hora proposta por Flávio Bolsonaro e Rogério Marinho, que permitiria a redução salarial proporcional ao número de horas trabalhadas. O debate sobre a medida ganha ainda mais destaque no contexto da campanha eleitoral, com o presidente Lula sendo cobrado publicamente sobre o tema.
