A Agência Internacional de Energia (IEA) informou nesta quarta‑feira (14/10/2026) que a oferta de diesel continuará restrita ao longo de 2027. A escassez, agravada pela guerra contra o Irã que interrompeu rotas globais de fornecimento, faz com que a recomposição dos estoques consumidos provavelmente só comece no segundo semestre de 2027, mesmo com a expectativa de recuperação da produção das refinarias até o fim do ano.

Em setembro, as exportações globais de diesel recuaram 700 mil barris por dia em comparação com o mesmo mês de 2025, de acordo com o Relatório do Mercado de Petróleo de outubro da IEA. A queda de 1,3 milhão de barris por dia nas exportações da Rússia e do Oriente Médio foi apenas parcialmente compensada por um maior fornecimento de outras fontes.

Os preços no atacado do diesel ultrapassaram US$ 200 o barril em Singapura em meados de setembro e atingiram máximas históricas de cerca de US$ 220 o barril na Europa e nos Estados Unidos, segundo a agência. No varejo, os preços também chegaram a níveis recordes na maioria das grandes economias.

A IEA alertou que tensões no mercado de frete de petróleo bruto podem pressionar os preços do diesel nos principais mercados importadores, como Europa, África e América Latina, nas próximas semanas. A agência projetou uma queda média de 2,6 milhões de barris por dia na demanda global de petróleo em 2026, com o diesel respondendo por 25 % dessa redução. Do lado da oferta, a previsão é de queda média anual de 5,8 milhões de barris por dia em 2026, seguida de uma recuperação de 7,7 milhões de barris por dia em 2027. Novos ataques no Golfo, atribuídos aos houthis do Iêmen, tornam a recuperação da oferta de petróleo ainda mais frágil.