A equipe econômica do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) apresentou um documento que indica foco em reduzir despesas públicas e estabilizar a dívida do país. O plano menciona um "tesouraço" da máquina pública e a criação de uma nova regra fiscal, mas não traz detalhes adicionais. O documento, de 458 kB, está disponível em PDF no site do Poder360.
Segundo a equipe, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) seria preparada durante a transição para cortar até R$ 250 bilhões do orçamento. Os próprios integrantes da equipe avaliam que conseguir aprovação de cortes antes da posse seria difícil, caso Flávio vença o 2º turno da eleição presidencial em 25 de outubro.
Em 8 de outubro, Flávio declarou que manteria reajustes das aposentadorias acima da inflação e negou desvincular benefícios do salário‑mínimo. Daniella Marques, chefe da campanha, também negou cortes em benefícios sociais. A coordenadora afirmou que a prioridade seria reorganizar contas públicas, revisar o funcionamento do Estado e reduzir entraves para empresas.
A proposta de nova meta fiscal substituiria o marco fiscal vigente desde 2023, que por sua vez substituiu o teto de gastos de 2016. A proposta teria como referência a relação entre dívida pública e PIB, que em 2023 era de 82,9 %.
Caso eleito, Flávio pretende revogar até 1.000 decretos, portarias, resoluções e instruções normativas nos primeiros meses de governo, em linha com a Lei da Liberdade Econômica 2.0 de seu pai. O plano de governo registrado no TSE para 2027‑2030 destaca redução de despesas, estabilização da dívida, diminuição de impostos e estímulo ao investimento privado, além de reforma administrativa e privatizações.
Fonte: Poder360 – "O que se sabe sobre o plano econômico de Flávio Bolsonaro" (13 out. 2026).
