Segundo o portal G1, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, afirmou que as investigações de inteligência até o momento não apontam risco de interferência estrangeira nas eleições de 2026. Em coletiva na sede do TSE, ele respondeu a perguntas sobre a suspensão de serviços consulares dos Estados Unidos e de outras representações diplomáticas, destacando que não há indicativo concreto de atuação externa e que o trabalho conjunto com as plataformas digitais ajudou a prevenir possíveis ameaças.
O ministro ressaltou que, embora houvesse discussões nos últimos meses sobre possíveis intervenções via plataformas online, os mecanismos de conformidade e a parceria com as empresas de tecnologia evitaram problemas. Até agora, nenhuma das salas ou equipes do TSE detectou sinais de interferência.
A decisão dos EUA de fechar embaixadas e consulados no Brasil, bem como a suspensão de atividades presenciais da embaixada australiana e alertas de segurança emitidos por Reino Unido, Irlanda e Alemanha, foram citadas pelos jornalistas como contexto, mas não foram vinculadas a qualquer ameaça concreta segundo o TSE.
O Partido dos Trabalhadores (PT) havia solicitado ao ministro do STF, Flávio Dino, a abertura de inquérito para investigar supostos episódios de interferência estrangeira, inclusive envolvendo a candidatura do senador Flávio Bolsonaro. Até o momento, o diretor‑geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, também declarou que as investigações não identificaram movimentação contra representações diplomáticas e que as buscas realizadas não encontraram elementos concretos de risco.
Portanto, a posição oficial do TSE, corroborada por declarações da PF, é de que não há risco imediato de interferência externa nas eleições, embora o tema continue sendo monitorado pelas autoridades.
