No domingo (11/10/2026), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, ordenou a suspensão do canal “Exército do Lula” no WhatsApp, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). A medida foi tomada em resposta ao pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que alega que Janones usou o canal para coordenar a divulgação de informações falsas contra o candidato à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A decisão concede à Meta, responsável pelo WhatsApp, um prazo de três horas a partir do recebimento da notificação para impedir novas publicações e impedir a entrada de novos seguidores no canal, sob pena de multa. A suspensão permanecerá em vigor até a homologação do resultado do segundo turno das eleições presidenciais, previsto para 25 de outubro.
Nunes Marques destacou que o canal, que contava com cerca de 55 mil seguidores em 5 de outubro, havia atingido 3,2 milhões de integrantes em 10 de outubro. Ele afirmou que a estrutura era usada para distribuir conteúdos e orientar seguidores a reproduzir mensagens em outras redes sociais, incluindo publicações já consideradas falsas pela Justiça Eleitoral.
Embora a mobilização de apoiadores nas redes sociais seja permitida pela legislação eleitoral, o ministro ressaltou que não pode ser empregada para disseminar informações inverídicas. A decisão segue a linha de combate à desinformação eleitoral e reforça o papel do TSE na garantia de eleições limpas.
A medida será revisada após a confirmação do resultado do segundo turno, e o TSE pode avaliar a necessidade de ajustes na suspensão caso haja novas evidências ou pedidos de recurso.
