O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, declarou nesta terça-feira (20) que a Corte não tem participação na alteração dos endereços das seções eleitorais. A fala ocorreu na abertura da sessão plenária e visa esclarecer a responsabilidade pelas mudanças registradas entre o primeiro e o segundo turno das eleições de 2026.

Segundo o ministro, o TSE não solicita, autoriza ou chancela as trocas de local. Ele explicou que as demandas partem dos cartórios eleitorais para os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), que são os responsáveis por avaliar e decidir sobre as mudanças. Nunes Marques citou como principais motivos intempéries climáticas, especialmente no Sul do país, e riscos estruturais nos prédios, como rachaduras ou risco de desabamento de tetos.

O presidente do TSE informou que a Justiça Eleitoral registrou uma redução de 85% no número de locais alterados em comparação com as eleições de 2022. No total, foram compiladas 453 mudanças em seções eleitorais até o momento, enquanto em 2022 o número foi de 5.822 alterações. O ministro ressaltou que os TREs buscam sempre locais seguros e próximos aos originais para minimizar o impacto aos eleitores.

A declaração de Nunes Marques surge em meio à repercussão pública sobre as alterações nos locais de votação, buscando tranquilizar o eleitorado e definir os limites de atuação do tribunal superior no processo logístico das eleições.