O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, declarou nesta terça-feira (20/10) que a Corte não participa das decisões sobre a alteração de locais de votação entre o primeiro e o segundo turno das eleições de 2026. Em pronunciamento durante sessão, o ministro esclareceu que a responsabilidade pelas mudanças cabe exclusivamente aos tribunais regionais eleitorais (TREs), que avaliam as necessidades identificadas pelos cartórios eleitorais.
Segundo Nunes Marques, o TSE não solicita, autoriza ou chancela essas transferências. O esclarecimento ocorreu após a circulação de informações nas redes sociais que atribuíam ao tribunal superior a responsabilidade pelas alterações nos endereços das seções. O ministro citou diretamente a "série de desinformações" registrada na semana e explicou que as mudanças ocorrem principalmente devido a danos causados por fenômenos climáticos e problemas estruturais, como rachaduras e riscos de desabamento nos prédios.
O presidente do TSE informou que, após a revisão dos dados pelos 27 TREs, o número de mudanças previstas para o segundo turno, marcado para domingo (25/10), representa uma redução de aproximadamente 85% em relação ao registrado entre os turnos de 2022. Ele alertou que os números podem sofrer modificações caso surjam novos problemas emergenciais, como chuvas fortes, que comprometam a segurança dos eleitores.
Sobre a comunicação aos eleitores, Nunes Marques assegurou que haverá sinalização nos locais de votação indicando os novos endereços. A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) havia solicitado providências ao TSE para garantir a informação individual aos eleitores, enquanto o Ministério Público Eleitoral recomendou o envio de avisos por aplicativos e SMS, além da sinalização física nos antigos locais.
A matéria é baseada em informações divulgadas pelo Congresso em Foco.
