Na quinta‑feira (08/10/2026), o ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux determinou que a Secretaria Judiciária do STF divulgue integralmente quatro procedimentos investigatórios, entre eles o inquérito das fake news, estabelecendo prazo de 48 horas para a entrega dos documentos, inclusive aqueles protegidos por sigilo. A decisão foi tomada no âmbito da ADPF 1.144, proposta pelo Partido Progressistas (PP) em abril de 2024, que buscava suspender a investigação envolvendo o ex‑presidente Jair Bolsonaro e outros alvos da operação "Tempus Veritatis".
Fux justificou o pedido como necessário para avaliar possíveis ilegalidades nos inquéritos sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, agora sob a presidência do ministro Edson Fachin. Segundo o Poder360, o ministro pretende analisar minuciosamente os documentos antes de emitir qualquer despacho, evitando decisões antes do segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro de 2026.
A medida também inclui a requisição de acesso a procedimentos relativos às milícias digitais e a outros inquéritos que estavam sob a condução de Moraes. A decisão surge após relatos de uma reunião informal, ocorrida em 6 de outubro de 2026, entre Moraes, o diretor‑geral da Polícia Federal Andrei Rodrigues e dois delegados da PF, cuja existência não constava em agenda pública, gerando desconforto entre alguns ministros.
O pedido de Fux segue o trâmite interno do STF e será comunicado ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, que assumiu a relatoria dos procedimentos. O Poder360 disponibiliza a íntegra da decisão em PDF para consulta.
