Segundo o Poder360, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, recebeu neste sábado (3 de outubro de 2026) uma petição que pede a nulidade dos votos recebidos por Deltan Dallagnol (Novo) na eleição para o Senado pelo Paraná. A solicitação foi apresentada na reclamação nº 94.666, já sob relatoria do decano, e foi encaminhada diretamente ao seu gabinete, sem ter passado previamente pela Presidência da Corte.
O pedido, assinado pelos advogados Bruno Soares Figueiredo, Luiz Eduardo Peccinin, Juliana Bertholdi e Dylliardi Alessi, requer que Gilmar Mendes determine a “extensão de efeitos” de decisão anterior do TSE que reconheceu a inelegibilidade de Dallagnol por oito anos a partir de 3 de novembro de 2021. Os advogados argumentam que, se os votos de Dallagnol forem declarados nulos antes do encerramento da votação (domingo, 4 de outubro), a candidatura será considerada indeferida e não poderá ser proclamada nem diplomada até que o TSE julgue o recurso.
A medida é vista como potencialmente decisiva para Gleisi Hoffmann (PT), que disputa uma das vagas do Senado do Paraná. Caso os votos de Dallagnol sejam anulados, a disputa entre os demais candidatos – Alexandre Curi (Republicanos), Filipe Barros (PL) e a própria Gleisi – poderia se definir sem a interferência dos votos do ex‑procurador da Lava Jato, que lidera as pesquisas realizadas entre 11 e 15 de setembro, com 19 % de intenção de voto.
A petição ainda inclui um pedido subsidiário: caso Gilmar entenda que a questão não pode ser resolvida dentro da reclamação, que a candidatura seja mantida no sistema de totalização como indeferida com recurso, evitando assim a necessidade de uma nova eleição suplementar caso Dallagnol seja eleito e, posteriormente, tenha seu registro rejeitado.
