O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta‑feira (23/10) que o plano do presidente Luiz Inácio Lula da Silva prevê um ajuste das contas públicas sem “dar cavalo de pau” ou “fazer loucuras”. Em entrevista ao Uol, Durigan disse que um corte de R$ 200 bilhões em um ano seria inviável e que o governo pretende melhorar o fiscal de forma gradual, buscando superávit em 2027.

A campanha de Flávio Bolsonaro, candidato ao segundo turno da presidência, tem defendido um ajuste mais rápido, apelidado de “tesouraço”, que incluiria cortes de gastos e redução de impostos. Segundo a própria campanha, o objetivo seria equilibrar as contas, reformar o Estado e combater a corrupção.

Analistas apontam que os déficits fiscais recorrentes pressionam a taxa de juros e aumentam o endividamento público, e que um ajuste fiscal de grande porte pode ser difícil de conciliar com a manutenção de programas sociais, reajustes do salário mínimo e das aposentadorias.

O relatório de acompanhamento fiscal da Instituição Fiscal Independente (IFI), divulgado em junho, indica que seria necessário um superávit primário de 2,1 % do PIB ao ano para estabilizar a dívida pública. O governo, por sua vez, projeta que, entre 2027 e 2030, o ajuste fiscal alcance cerca de dois pontos do PIB, passando de déficit primário de 0,4 % do PIB em 2026 para superávit de 1,6 % em 2030.

Fonte: G1 Política (https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/10/23/ministro-da-fazenda-fala-em-ajuste-das-contas-publicas-sem-dar-cavalo-de-pau-ou-fazer-loucuras-flavio-tem-prometido-tesouraco.ghtml).