Em entrevista ao Estadão, concedida na quarta‑feira, 7 de outubro de 2026, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu a manutenção do split payment – mecanismo de arrecadação automática previsto na reforma tributária – e afirmou que quem se opõe à medida está, na prática, beneficiando empresas fraudulentas. Durigan ressaltou que o modelo traz transparência, simplificação tributária e ajuda a reduzir a alíquota geral ao fechar o cerco às chamadas “noteiras”.
A declaração do ministro foi provocada por comentários da assessora econômica do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, Daniella Marques, que, em entrevista ao canal de YouTube de Claudio Dantas, sugeriu que um eventual governo Bolsonaro poderia extinguir o split payment por considerá‑lo prejudicial ao capital de giro das micro e pequenas empresas. Durigan rebateu a proposta, argumentando que a resistência ao mecanismo perpetua a burocracia e prejudica o setor produtivo.
Segundo o governo, a implementação opcional do split payment está prevista para o segundo semestre de 2027, com adoção progressiva focada inicialmente no mercado corporativo, sem impacto direto sobre pequenos comerciantes que vendem ao consumidor final. O ministro destacou que a medida visa coibir a sonegação e a emissão de notas fiscais falsas por empresas de fachada, contribuindo para a diminuição da alíquota geral de todos os contribuintes.
A entrevista completa de Daniella Marques, com duração de 1 minuto e 13 segundos, está disponível na página do Poder360. Fonte: Poder360.
