O ministro da Fazenda, Dario Durigan, publicou um vídeo nas redes sociais na quarta‑feira (21/10/2026) para contestar a proposta apresentada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, durante debate na Band no domingo (18/10). Durigan classificou a ideia de destinar R$ 200 bi da União à compra de dívidas da população, com carência de até um ano, como “impossível de ser implementado” e “por toque de mágica”.
Segundo o ministro, nenhum governo tem condições de efetuar um calote geral na economia, o que “travaria todos os sistemas de crédito” e impediria a concessão de novos empréstimos. Ele alertou que, se o sistema financeiro ficasse sem receber recursos por até um ano, não haveria recursos para novos empréstimos nem para a devolução de investimentos ou saldos em contas bancárias.
Durigan ainda usou a ocasião para defender políticas públicas do atual governo, como o programa Desenrola, afirmando que a solução para o endividamento de famílias e empresas deve ser sustentável, com a compra de dívidas a descontos superiores a 90 %, sem calote nem “magia”.
A crítica foi divulgada pelo Poder360, que reproduziu o vídeo do ministro e destacou que a proposta de Flávio Bolsonaro ainda não foi analisada oficialmente pelo Ministério da Fazenda.
