O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta‑feira (22/10/2026) que a proposta do candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) de suspender o pagamento de dívidas de pessoas físicas e jurídicas por até um ano representaria um “calote geral” de cerca de R$ 3 trilhões ao sistema financeiro brasileiro. Durigan explicou que a medida interromperia o fluxo de recebimentos de bancos, fundos de investimento e fintechs, comprometendo a oferta de crédito para setores como habitação, agronegócio e micro‑empresas.
Em entrevista ao portal Metrópoles, o ministro ressaltou que a suspensão dos pagamentos dificultaria o pagamento de títulos como CDBs, colocando em risco a capacidade das instituições financeiras de honrar compromissos com investidores. O valor de R$ 3 trilhões foi mencionado sem detalhamento de cálculo ou estimativa de custo fiscal direto.
Durigan também comparou a ideia de Flávio Bolsonaro ao programa “Desenrola”, lançado em 2023 pelo governo Lula, afirmando que a proposta de suspensão seria “básicamente copiar” o que já foi feito, mas com efeitos muito mais graves porque interromperia receitas esperadas pelos bancos. Ele destacou que o Desenrola busca renegociar dívidas com parcelas menores, ao passo que a proposta de Flávio suspenderia pagamentos, afetando toda a cadeia de financiamento da economia.
A declaração do ministro surge no contexto da campanha para o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro de 2026, e pode influenciar o debate sobre políticas de endividamento e crédito no país.
