Minas Gerais, com 16,3 milhões de eleitores, é apontado por especialistas como um “estado pêndulo” que reflete a diversidade política e socioeconômica do Brasil. Desde a redemocratização, o eleitorado mineiro tem alternado entre candidatos de direita e de esquerda, coincidindo, em todas as eleições presidenciais, com o vencedor nacional. No primeiro turno de 2026, Flávio Bolsonaro (PL) liderou o total de votos em Minas com 48,24%, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obteve 43,33%, embora o petista tenha vencido em 452 dos 853 municípios.
A análise destaca que a abstenção em Minas chegou a 22,8%, acima da média nacional de 21,08%, deixando 3,7 milhões de eleitores fora das urnas. Essa parcela pode ser decisiva no segundo turno, marcado para 25 de outubro, quando ambos os candidatos intensificaram as visitas ao estado. Lula fez campanha em Juiz de Fora, Ipatinga e, no último dia 24, em Belo Horizonte, acompanhado por figuras como o ministro Alexandre Silveira e a senadora Marília Campos. Flávio Bolsonaro, por sua vez, esteve em Capelinha (15 de outubro) e, na véspera da eleição, em Belo Horizonte ao lado do deputado Nikolas Ferreira.
Nos resultados legislativos, o PL e o PT dividiram as vagas para o Senado, com Domingos Sávio (PL) eleito com 24,21% dos votos e Marília Campos (PT) com 19,44%. Na Câmara dos Deputados, o PL conquistou a maior bancada mineira com 21 das 53 cadeiras, enquanto a bancada da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) ficou com 13. Esses números reforçam a natureza competitiva do eleitorado mineiro e seu potencial de influenciar o desfecho da disputa presidencial.
A reportagem do G1 conclui que, devido à sua representatividade e ao número expressivo de eleitores, Minas Gerais será um ponto focal nas estratégias de campanha e pode ser decisivo para definir o vencedor da presidência no segundo turno.
