A Meta, controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, divulgou nota na sexta‑feira, 16 de outubro de 2026, admitindo que uma falha global no Gerenciador de Anúncios afetou temporariamente a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A empresa explicou que a atualização de código impediu, por quase 24 horas, a criação de anúncios a partir de publicações já existentes no Instagram, embora os anúncios já veiculados – inclusive os da campanha de Lula – não tenham sido interrompidos. A falha foi revertida nas primeiras horas de 10 de outubro, e a Meta afirmou que o incidente foi técnico, não direcionado a nenhum candidato.
Em paralelo, a Meta negou qualquer interferência política, destacando que não toma partido nas eleições brasileiras de 2026. A empresa também respondeu a acusações de que teria limitado a geração de imagens eleitorais do presidente Lula enquanto permitia a criação de imagens de Flávio Bolsonaro, reconhecendo uma "lacuna específica" nas proteções de sua ferramenta de IA, que foi corrigida no mesmo dia.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reforçou a posição da Meta ao, em 16 de outubro, aprovar por unanimidade a decisão do ministro Marco Aurélio Bellizze que proíbe a empresa de limitar o alcance de conteúdos políticos sobre os candidatos à presidência, sob pena de multa diária de R$ 500 mil caso a determinação não seja cumprida. A decisão também impede a veiculação de anúncios políticos pagos por contas estrangeiras no Brasil.
Até o momento, a Meta não apresentou evidências de que as falhas tenham sido intencionais ou que tenham favorecido algum candidato. O Partido dos Trabalhadores (PT) já ajuizou ação no TSE contra a empresa, alegando prejuízo à campanha de Lula, mas a empresa assegura que as questões técnicas foram rapidamente corrigidas.
