Em petição protocolada na segunda‑feira (19/10/2026), a Meta – controladora do Facebook – declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que atendeu às exigências judiciais apresentadas pela Coligação Brasil Pronto Pra Mais, liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O documento, endereçado ao relator do processo, ministro Marco Aurélio Bellizze, detalha que a empresa adotou tratamento isonômico entre candidatos, limitou anúncios pagos e restringiu conteúdos gerados por inteligência artificial, conforme as determinações do TSE.
A Meta pediu ao tribunal a designação de uma reunião de trabalho para a terça‑feira (20/10/2026), a fim de apresentar presencialmente o formato das entregas realizadas e esclarecer eventuais dúvidas técnicas sobre a documentação anexa. Na mesma petição, a empresa solicitou a homologação do cumprimento das obrigações e o afastamento de multas diárias que poderiam ser impostas por eventual descumprimento.
Segundo a própria defesa da Meta, os prazos anteriormente informados refletiam apenas o tempo técnico necessário para a adequação dos sistemas, não resistência às ordens judiciais. A empresa reforçou que concedeu tratamento não discriminatório aos conteúdos de ambas as candidaturas no segundo turno, destacando a revisão humana de bloqueios e outras medidas adotadas para garantir a isonomia.
A manifestação ainda não recebeu resposta oficial do relator nem de outros membros do TSE, permanecendo em análise. Caso a reunião seja confirmada, a Meta pretende detalhar as ações implementadas e discutir eventuais ajustes solicitados pelo tribunal.
