Segundo o Poder360, Airton Tomé Júnior, de 63 anos, trabalha como mesário nas eleições brasileiras desde 1989, quando o voto direto para presidente foi restabelecido. Em entrevista ao portal, ele relatou que, antes da adoção das urnas eletrônicas em 1996, a apuração no Distrito Federal podia demorar de dois a três dias, pois os votos eram registrados em cédulas de papel, transportados a ginásios e contados voto a voto.
Airton contou que sua primeira convocação como mesário foi feita por carta, mas ele não recebeu o documento e acabou descobrindo a nomeação ao chegar à escola onde deveria votar. Desde então, nunca deixou de participar de nenhum pleito, atuando atualmente como presidente de uma seção eleitoral na Asa Norte, em Brasília. Entre suas funções estão manter a ordem no local, checar credenciais dos fiscais, iniciar e encerrar a votação e garantir a entrega dos materiais à junta eleitoral, podendo ainda solicitar apoio da força pública quando necessário.
Ele destacou que a implantação das urnas eletrônicas tornou o processo de apuração muito mais rápido, reduzindo significativamente o tempo de espera dos eleitores. O relato de Airton oferece um panorama histórico sobre a evolução dos procedimentos eleitorais no país, ilustrando as mudanças operacionais vivenciadas pelos mesários ao longo de mais de três décadas.
